rock in rio | alanis morissette em palco

31 05 2008

Alanis Morissette foi a segunda artista a subir ao Palco Mundo, no segundo dia do Rock In Rio 08. Qual furacão, a cantora canadiana conquistou o público da primeira à última música, provando que o palco é o seu reduto e que mantém a energia e poder do rock no feminino que a tornou conhecida há mais de uma década.

O início do espectáculo foi ao som do arrepiante ‘Uninvited’, tema maior da banda-sonora do filme “Cidade dos Anjos”. Logo o público se rendeu à voz e simpatia da artista que, da forma algo naíf que lhe é caracteristica, tomou a Cidade do Rock de assalto e, qual felina, comandou as hostes na Bela Vista durante mais de uma hora. «Olá! É muito bom estar de volta! Obrigado por nos receberem», referiu Alanis no início da actuação.

Havia de seguir-se um alinhamento coerente, repartido pelos seus vários álbuns e assente, sobretudo, nos êxitos, o que terá ditado o sucesso do espectáculo. À segunda música a plateia viajou até 1995, ao som do agressivo ‘All I Really Want’, o tema de abertura do disco “Jagged Little Pill”, até à data, o trabalho de maior sucesso na sua carreira, com mais de 35 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Treze anos depois os, agora, clássicos desse álbum continuam a ser os pontos altos de cada concerto da canadiana e ela fez questão de sacar da harmónica para cantá-los a quase todos, de ‘Hand In My Pocket’ ao hino ‘You Learn’, passando pelo girl-power provocativo que é ‘You Oughta Know’, e pela fabulosa ‘Perfect’, dedicada ao público e um dos momentos mágicos da noite.

Como é hábito nos seus espectáculos, ‘Ironic’ foi cantado a uma só voz, mais até pelos seguidores do que pela cantora, num dos pontos altos da actuação. Também não faltou o típico movimento giratório com a cabeça virada para baixo, ou sequer os rodopios intermináveis que são uma das suas imagens de marca, sendo que Alanis, ao contrário de outras divas, não costuma tropeçar ou cair. Do novo disco, “Flavors Of Entanglement”, com edição marcada para a próxima Segunda-feira (02 de Junho), ouviu-se o single ‘Underneath’ e ‘Citizen Of The Planet’, a faixa que abre o longa-duração, cujo riff de guitarra lembra Jimmy Page. Entre uma e outra canção, a artista ia apresentando os músicos da sua coesa banda, composta por um teclista, um baterista, um baixista e um guitarrista.
A inevitável ‘Thank You’, tema maior do segundo disco, “Supposed Former Infatuation Junkie”, fechou o serão em jeito de agradecimento mútuo e foi o culminar de um concerto que só pecou por ser algo curto e por não ter tido um encore (imposição da organização?). Durante toda a apresentação Alanis esteve em comunhão com a plateia que assistia, ora letárgica, a beber o sumo de cada nota musical tocada e de cada palavra cantada, ora em êxtase, a vibrar de forma explosiva. De guitarra em punho, a pequena canadiana mostrou que ainda sabe, e bem, defender a bandeira do rock no feminino e protagonizou, porventura, um dos grandes concertos da edição deste ano do Rock In Rio Lisboa.

O alinhamento do espectáculo foi o seguinte:
Intro – Moratorium
Uninvited
All I Really Want
8 Easy Steps
Perfect
You Learn
Citizen Of The Planet
Hand In My Pocket
Underneath
Moratorium
You Oughta Know
Ironic
Thank You

(Texto de Samuel Cruz)





rock in rio | palco sunset e skank

31 05 2008

No segundo dia do Rock In Rio-Lisboa, apesar das previsões atmosféricas, a tarde de sol convidou os visitantes da Bela Vista a rumar ao recinto bem cedo Pouco depois das portas abrirem já eram visíveis algumas filas para os vários stands que animam o recinto.

Pelas 17h00 já registava um maior número de pessoas que aquelas que ontem, pela mesma hora, se encontravam no espaço do evento. Ainda assim, e mesmo com os Bon Jovi e Alanis Morissette a representarem os dois maiores motivos de romaria ao segundo dia do festival, não se prevê a lotação esgotada de Amy Winehouse e Lenny Kravitz. No palco Sunset, com várias barracas de comida a secundar o seu anfi-teatro natural, NBC e Verónica Larrene animaram ao som do hip-hop com traços soul e funk, o público que se aglomerou em número considerável para ouvir os primeiros sons da dia. A  primeira dupla nacional daquele palco fez-se acompanhar de uma banda de quatro músicos e três elementos a assegurar o coro. A versão de NBC (na foto) para o tema dos GNR ‘Bem Vindo ao Passado’,da colectânea de tributo à banda portuense, “Revistados 25-06″, o seu novo single ‘Segunda Pele’ e ‘Sempre que Quiseres Falar’, a única canção em português do álbum de Verónica Larrene, ajudaram a colorir o final de tarde, no palco Sunset. Pelas 20h30 esteve , no mesmo espaço, uma homenagem a Rui Veloso, com um concerto a cargo de Sara Tavares e dos Expensive Soul e as presenças do próprio e de Roberta Medina, em representação da organização do Rock In Rio-Lisboa.

Já no Palco Mundo, os brasileiros Skank tiveram a honra de se apresentar ao público, no segundo dia do Rock In Rio ‘08. Desde o primeiro momento, o colectivo liderado por Samuel Rosa fez a festa e animou os festivaleiros presentes.

Rock, pop, funk, sons tropicais e algumas pinceladas de reggae, assentes em letras que variam entre o contestatário e o festivo despreocupado, são os ingredientes do cocktail sonoro da banda, que espalhou a alegria e boa disposição típica dos cariocas na Cidade do Rock e deixou no ar um forte odor a praia e a Brasil. De resto, na plateia encontravam-se imensos cidadãos oriúndos do país irmão.

Com ‘É Uma Partida de Futebol’ viveu-se a primeira explosão de energia do final de tarde, com toda a plateia a cantar e a saltar em uníssono, evocando o poder do desporto-rei.

«É uma honra imensa retornar a Portugal. (…) Que bom que podemos partilhar um espectáculo destes com vocês. (…) É a primeira vez que fazemos um Rock In Rio na nossa história. A próxima música eu queria dedicar a vocês portugueses e ao povo brasileiro que está aqui», referiu Samuel Rosa, antes de interpretar o tema ‘Amores Imperfeitos’. O músico desceu, depois, ao corredor central situado em frente ao palco para cumprimentar o público, em jeito de agradecimento, numa demostração de carinho, retribuída pela plateia.

Em palco os Skank são uma banda coesa e eficiente, assente na guitarra e baixo, teclas, bateria e diversos instrumentos de sopro, e lembram frequentemente uns Oasis. O vocalista é alma e o coração do grupo e é detentor de uma capacidade vocal assinalável, que só peca quando assume um tom demasiado gritado. Ainda assim é notório o traquejo de palco que alcançaram em mais de 15 anos de carreira, pontuados com inúmeros prémios e milhares de discos vendidos.

O tema maior da banda, ‘Garota Nacional’ foi o ponto alto de toda a actuação. ‘Beleza Pura’, ‘Três Lados’ e ‘Vou Deixar’ foram, também, bem recebidos pela plateia e os obrigatórios ‘Resposta’ e ‘Saideira’ fecharam o concerto com chave de ouro.

A canadiana Alanis Morissette é a próxima a apresentar-se no palco principal do RIR 08, com o novo disco “Flavors Of Entanglement”, debaixo do braço, a par de êxitos como ‘Ironic, ‘You Learn’, ‘Thank U’ ou ‘Uninvited’.

O alinhamento do concerto dos Skank foi o seguinte:

Mil Acasos
É Uma Partida de Futebol
Esmola
Pacato Cidadão
Uma Canção
Amores Imperfeitos
Jackie Tequila
Balada do Amor Inabalável
Beleza Pura
Três Lados
Vou Deixar
Garota Nacional
Resposta
Vamos Fugir
Saideira

Na Cidade do Rock, o tempo começa a esfriar. Dentro de poucos minutos, no Palco Mundo, Alanis Morissette. Não perca a análise já daqui a pouco, aqui, no 13ª arte.

(Texto adaptado por David Akirèd de Ana Tomás e de Samuel Cruz. Foto de Espanta Espíritos.)





rock in rio | 2º dia já arrancou

31 05 2008

No Palco Mundo contamos hoje com Bon Jovi, Alejandro Sanz, Alanis Morissette e Skank. Com lotação quase esgotada, o segundo dia do Rock In Rio Lisboa vem com uma boa notícia: não há chuva, ao contrário do que estava previsto.

Os horários previstos do segundo dia do Rock In Rio Lisboa são os seguintes:

Palco Mundo
Bon Jovi (23h45)
Alejandro Sanz (22h00)
Alanis Morissette (20h30)
Skank (19h00)

Palco Sunset
Homenagem a Rui Veloso: Expensive Soul + Sara Tavares (19h50)
João Gil + Tito Paris + Marisa Pinto (18h15)
NBC + Verónica Larrenne (17h00)

Tenda Electrónica
Carl Cox
Christian Smith
François K
Carlo Dall’ Anese (início às 21h00)

O segundo dia do Rock in Rio Lisboa vai ter total destaque no 13ª arte. Não perca.





rock in rio | lenny kravitz: rock a sério

31 05 2008

O norte-americano Lenny Kravitz foi o último artista a actuar no Palco Mundo. O músico norte-americano foi recebido em apoteose e protagonizou o melhor espectáculo do primeiro dia do Rock In Rio Lisboa 2008.

Vestido de preto, com um casaco de cabedal, óculos de sol e a postura de rocker forte, enérgica e distante que sempre lhe conhecemos, Lenny Kravitz gerou empatia com o público logo nos instantes iniciais do espectáculo. ‘Back In Vietnam’ e ‘Bring It On’, ambas do novo disco, “It’s Time For A Love Revolution”, foram as primeiras canções a serem interpretadas pelo músico. Seguiu-se um alinhamento equilibrado, composto por temas dos vários álbuns que lançou ao longo da sua carreira, como ‘It Ain’t Over Till It’s Over’, ‘Mt Cab Driver’, ‘Let Love Rule’, ‘Stillness Of Heart’ e ’Always On The Run’ foram alguns dos temas mais aplaudidos.

As incontornáveis ‘Fly Away’ e ‘Are You Gonna Go My Way?’ (já no encore) foram dois dos melhores momentos da noite, com público e músico em plena comunhão. Por duas vezes Kravitz havia de descer do palco e calcorrear o corredor central instalado em frente ao palco, deixando os fãs em ebulição.

No final do primeiro dia de Rock In Rio Lisboa, nota negativa para a ausência de informações relacionadas com a rede de transportes disponibilizada pela organização, que levou a que milhares de pessoas tivessem de aguardar várias horas para poder regressar a casa.

O alinhamento do espectáculo foi o seguinte:
Back In Vietnam
Bring It On
Always On The Run
Where Are We Running?
Fields of Joy
It Ain’t Over Till It’s Over
Tunnel Vision
Love Love Love
Stilness of Heart
I’ll Be Waiting
Mr. Cab Driver
Dig In
Fly Away
Let Love Rule
Encore
Are You Gonna Go My Way

(Texto de Samuel Cruz)





rock in rio | amy winehouse a meio gás

31 05 2008

Pouco pontual, alterada como só ela e bastante rouca, foi assim que Amy Winehouse se apresentou perante uma multidão a rebentar de expectativa quando a noite já tinha caído no Rock In Rio.

Mal a britânica mais falada do momento apareceu nos ecrãs do recinto, a caminhar em passo pouco seguro pelo backstage, a expressão que mais se ouviu pelo público foi um «Ela Veio», num misto de curiosidade e contentamento. E tudo começou com ‘Addicted’, a última faixa do segundo álbum “Back To Black”, a obra prima desta jovem de 24 anos que parece já ter vivido várias vidas.

‘Just Friends’ e o excelente em álbum ‘Tears Dry On Their Own’ causam o efeito normal de alegria no público, com Amy a começar a soltar-se mas sem conseguir ultrapassar as aparentes dificuldades físicas na voz e na postura. Pelo meio conversa com os seus músicos (brilhantes na execução e já agora na paciência) como se estivesse numa mesa de café. Parece esquecer por momentos, que tem cerca de 90 000 pessoas presas ao encantamento que é o seu talento como compositora e à sua diferença como cantora. Mas tudo continua com ‘Back to Black’, a faixa título do álbum que a mostrou ao mundo.

Segue-se a referência ao seu lado mais reggae com a versão de ‘A Message To You, Rudy’ dos Specials e a referência ao registo de estreia “Frank” com ‘Brother’. Amy falha várias vezes na letra, tenta tocar guitarra e come pastilhas para a voz. «A noite podia estar a correr-me melhor» podia ser o que lhe estava a passar pela cabeça quando verbalizou pedindo desculpa por estar sem voz, chegando mesmo a afirmar que devia ter cancelado o concerto. Mas agora que ali estava só se lhe pedia que fosse ela própria. E quem é a Winehouse de hoje sem fazer referência ao seu marido, Blake Fielder-Civil, a razão pela qual está longe dos palcos desde Novembro de 2007? «O meu Blake sai da prisão daqui a umas semanas» repete, apelando ao romantismo das muitas adolescentes que são a grande faixa do seu público. Elas respondem e Amy emociona-se para cantar os sofridos ‘Love is a Losing Game’ e ‘Wake Up Alone’.

Por esta altura, se classificações houvesse, a pequena Amy estava a passar à rasquinha para logo de seguida dar um ligeiro salto na pauta com ‘You Know I’m No Good’ e o inevitável ‘Rehab’, numa explosão de energia geral. ‘Me & Mr Jones’ e a popular versão que Mark Ronson fez para ‘Valerie’ dos Zutons ficam como os momentos finais desta fraca passagem de Amy Winehouse pelo nosso país e ilustram mais um pedido de desculpas pela falta de voz. «A minha voz é tudo em mim, e sem ela não consigo dar-vos tudo o que queria dar» diz à laia de justificação.

Diva moderna, rock star à antiga, a verdade é que os epítetos parecem passar pela britânica sem lhe assentarem realmente. Desta noite de Rock In Rio fica pelo menos a certeza que ela passou por cá. A bem ou mal, mas passou.

(Texto de Rita Tristany)





rock in rio | ivete sangalo faz levantar «poeira»

31 05 2008

Com a noite a cair, Ivete Sangalo apresentou-se no Palco Mundo do Rock In Rio. Acompanhada por uma poderosa banda e diversos bailarinos, e vestida ao melhor estilo dominatrix, a artista brasileira mostrou toda a sua energia e raça felina.

Ivete captou a atenção do público desde o primeiro instante, com a moldura humana, que se perdia de vista no anfiteatro natural da Cidade do Rock, a pular e a cantar em uníssono a quase totalidade das músicas do alinhamento. ‘Abalou’, ‘A Festa’ e ‘Poeira’ deixaram a plateia em êxtase absoluto logo no início do espectáculo, com Sangalo a descer ao corredor central instalado na frente do palco, para gáudeo dos fãs lusos e, também, dos muitos brasileiros que se encontravam presentes. A animação foi mesmo o melhor do concerto e foi uma constante até ao final da apresentação, com a cantora a não dar um segundo de descanso aos festivaleiros.

Só com os temas mais calmos, como ‘Quando a Chuva Passar’, a versão de ‘Corazón Partío’, de Alejandro Sanz, e ‘Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim’ o público abrandou o ritmo de festa. Ainda assim, cada uma destas canções foi cantada a uma só voz.

No final do espectáculo houve lugar para uma cover de ‘I Belong To You’, do rocker Lenny Kravitz, e o inevitável ‘Arerê’. Era o final de mais de uma hora de funk, samba, rock, com um forte odor a Brasil e a Carnaval, no Parque da Bela Vista, em Lisboa. Enquanto Ivete Sangalo esteve em palco, exorcizaram-se problemas, esqueceram-se os aumentos dos combustíveis, as condições precárias de trabalho, ou mesmo as dores de amor. Parabéns Ivete, ou «és grande», como alguém referia no final da actuação da brasileira.

Ainda antes de sair de cena, Ivete Sangalo fez saber que «a Amy Winehouse já chegou». A cantora de ‘Rehab’, ‘Tears Dry On Their Own’ e ‘You Know i’m No Good’ é a próxima a actuar no palco mundo do Rock In Rio e uma das mais aguardadas de todo o cartaz da edição deste ano.

(Texto de Samuel Cruz)





rock in rio | paulo gonzo abre festival

31 05 2008

Eram sete da tarde em ponto quando Paulo Gonzo inaugurou, curiosamente em inglês, o Palco Mundo do Rock In Rio-Lisboa 2008.

O músico português foi saudado por uma considerável massa humana, sob o sol que generosamente continua a brilhar na Bela Vista. Depois de ‘Thank You (Falletin Me Be Mice Elf Agin)’, o intérprete e a sua banda atacam o inédito ‘Diz-me Tu’ e para depois meterem a multidão a cantar com ‘Sei-te De Cor’.

Homem do rock, homem do pop, Gonzo percorre no seu set list as canções que vão fazendo a sua carreira. Com a camisola aberta até ao meio do peito, ao melhor estilo rock star, o cantor português mostra-se genuinamente satisfeito por estar a tocar no palco principal do Rock In Rio e demonstra-o com o seu último single ‘Leve Beijo Triste’, sem a presença de Lúcia Moniz, que tinha acabado de actuar no Palco Sunset, do outro lado da Bela Vista.

Em formato karaoke gigante chega o obrigatório ‘Jardins Proibidos’, com todo o público em coro, a demonstrar porque o tema é um dos maiores hinos pop recentes no nosso país. ‘Bright Lights, Big City’ traz o blues à Cidade do Rock e o inglês de novo ao Palco Mundo, com a versão de ‘Blue Jean’ de David Bowie a puxar o final do concerto, que chegaria com o esperado ‘Dei-Te Quase Tudo’, agora com Gonzo sem vergonha de pedir a total colaboração do (muito) público que já povoa as imediações do principal palco do Rock In Rio.

Na tarde do primeiro dia do festival houve também lugar para uma conferência de imprensa cheia de espírito ecológico. O Ministro das Obras Públicas Mário Lino, o Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, José Sá Fernandes, vereador da CML, Roberto e Roberta Medina, os responsáveis pelo RIR, Ricardo Carriço e Zé Pedro dos Xutos & Pontapés, deram os primeiros passos para o futuro Bosque dos Artistas, plantando e baptizando uma árvore. Com esta iniciativa, a organização pretende criar uma considerável zona verde para tornar a Bela Vista um espaço ainda mais dedicado às questões ambientais.

A festa continua com Ivete Sangalo e Sam the Kid e Cool Hipnoise. Fique atento ao Cotonete e acompanhe este dia inaugural do Rock In Rio-Lisboa 2008.

(Texto de Rita Tristany)





em cartaz | próximos concertos

30 05 2008





em espinho | festival tonalidades

30 05 2008

f_tonalidades 

 

Na sua primeira edição, o Festival Tonalidades, dedicado à música portuguesa, pretende trazer a palco alguns dos nomes mais importantes da escrita de canções em Portugal – desta nova geração que agora corre.

Durante dois dias, o Auditório de Espinho recebe quatro concertos (dois em cada noite) de gente que trata a canção por ‘tu’ – seja em português ou inglês.

Festival Tonalidades ‘08:

30 de Maio: The Partisan Seed + JP Simões – 21.30h

31 de Maio: Old Jerusalem + Nuno Prata – 21.30h

Bilhetes:

Um dia: 5 euros / Dois dias: 7,5 euros

www.auditoriodeespinho.blogspot.com/





rock in rio | é já hoje!

30 05 2008

9ea08aeeÉ já hoje que arranca a terceira edição do Rock in Rio Lisboa. O 13ª arte, em seguimento do ano passado, dará de novo o devido destaque aos festivais de Verão. Não perca, mais logo, a análise e as fotos do primeiro dio Rock in Rio, que já tem lotação esgotada e conta com cerca de 90 mil pessoas.

 

No palco principal do festival estarão presentes os cabeças de lista Lenny Kravitz e Amy Winehouse (estreia em Portugal). Para abrir a noite, contam-se as actuações de Paulo Gonzo e de Ivete Sangalo. No palco Sunset Rock in Rio (dedicado a artistas nacionais) actuam Sam the Kid + Cool Hipnoise, Ricardo Azevedo + Lúcia Moniz e Philharmonic Weed + Prince Wadada, enquanto que na tenda electrónica contamos com Paul Van Dyk (cabeça de cartaz), Axwell, Diego Miranda e Mary Zander.

Os horários previstos das actuações estão na lista que se segue:

Palco Mundo

Lenny Kravitz (23h45)
Amy Winehouse (22h00)
Ivete Sangalo (20h30)
Paulo Gonzo (19h00)

Palco Sunset

Sam the Kid & Cool Hipnoise (19h50)
Ricardo Azevedo & Lúcia Moniz (18h15)
Philarmonic Weed & Prince Wadada (17h00)

Tenda Electrónica
Paul Van Dyk
DJ Axwell
Diego Miranda
Mary Zander (a partir das 21h00)

Não perca a reportagem e as fotos, mais logo, aqui no 13ª arte.





blitz #24 | hoje nas bancas

30 05 2008

É uma figura incontornável da música do século XXI. Com apenas dois discos em carteira, Amy Winehouse amealha galardões e fãs ilustres à velocidade da luz – ou seja, à mesma velocidade com que se vê envolvida em tropelias, escrutinada pelos media ou criticada pela ONU. É também uma das vocalistas mais talentosas da sua geração e actua no primeiro dia do Rock In Rio Lisboa, ou seja, no mesmo dia em que a BLITZ #24 chega às bancas.

Em 2004, isto é, antes de o Furacão Amy Winehouse varrer a costa da música pop, o jornalista Paul Elliott conheceu a franzina inglesa – nesta edição da BLITZ, o repórter conta a história atribulada da menina judia que começou por ser fã de TLC e Michael Jackson. Ao segundo álbum, Amy não deixou que o turbilhão da sua vida pessoal a impedisse de se tornar uma das artistas mais vendidas do século em Inglaterra. Aliás, para ela, música e vida pessoal são a mesma coisa. É ler para crer.

Aproveitando a «boleia» de Amy, Rui Miguel Abreu apresenta uma «colecção» de Maus Rapazes e Más Raparigas cuja desfaçatez marcou a face do rock. Jim Morrison, Serge Gainsbourg, Madonna, Kurt Cobain, Courtney Love e Sid Vicious são alguns dos gloriosos «arruaceiros» aqui passados em revista.

Aos 62 anos, Neil Young é um exemplo vivo de como «rockar» a sério. David Fricke confronta o intérprete de «Rockin’ In A Free World» com todos os seus maiores feitos e as causas em que ainda hoje se vê envolvido, numa notável entrevista de carreira. Tudo isto no ano em que o homem a quem muitos chamam «Padrinho do Grunge» vem a Portugal tocar – apenas – pela segunda vez.

No Estádio de Wembley, em Londres, os Muse concretizaram um sonho frente a 120 mil pessoas – o resultado vê-se e ouve-se em H.A.A.R.P., editado este ano. O vocalista Matt Belamy confessa a Tom Bryant que a consagração não o surpreende. E promete voos maiores para este Verão – a confirmar no Rock In Rio Lisboa.

É um álbum de heavy metal, mas não é um álbum de heavy metal qualquer. O novo álbum dos Metallica já mexe e José Miguel Rodrigues está no terreno. Diz que o disco que aí vem é um regresso ao passado. Conheça todos os pormenores.

Ao cabo de 30 anos de carreira não isentos de turbulência, Nick Cave diz que só quer saber do presente. Que a alma desbragada do último álbum não nos engane: o rock, para o australiano, ainda se pinta de negro. Entrevista exclusiva com o homem que, horas depois de falar à BLITZ, abanaria as fundações dos coliseus de Lisboa e Porto.

Entre Dezembro de 1980 e Julho de 1990, o Rock Rendez-Vous foi o clube rock lisboeta por excelência. Rui Miguel Abreu recorda os 10 anos de vida da sala mítica da Rua da Beneficência e encontra os anos 80 portuguesas entre as paredes do antigo Cinema Universal – tudo contado por gente como Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Zé Pedro (Xutos & Pontapés), António Sérgio ou Henrique Amaro.

Robert Plant (Led Zeppelin), João Ribas (Tara Perdida) e Mariah Carey confessam-se nos P&Rs deste mês. Duffy, Sean Riley & The Slowriders e Sam Sparro são Quase Famosos.

E porque a música se aprende desde pequenino, a BLITZ conta-lhe tudo sobre um estudo realizado em Inglaterra, que demonstra que meninos e meninas têm escolhas e posturas bem diferentes na hora de aprender um instrumento . Será tudo culpa das hormonas?

No Dance Dance Dance, Ellen Allien e Benga fazem as honras da casa, no que toca a entrevistas. Rocky Marsiano, Thomas Brinkmann, Roni Size e Loco Dice têm os discos na nossa montra.

No Guia de Junho, destaque para os novos álbuns dos Coldplay e de Madonna, bem como para o best of dos Joy Division . Mais novidades: Santogold, Scarlett Johansson, Moonspell, Camané, Estelle, Mesa, MGMT, Dead Combo, Supergrass ou Nine Inch Nails .

Tudo isto e muito mais na BLITZ de Junho – desta feita bem «anafada», com 132 páginas – Sexta-feira, 30 de Maio, nas bancas.