Neste artigo encontra-se a minha comparação pessoal às condições dos dois festivais. Super Bock Super Rock dia 9 de Julho (headliner Iron Maiden), Alive!08 dia 10 de Julho (headliner Rage Against the Machine).
Para cada aspecto deixo uma espécie de “vencedor”, fazendo no fim o balanço final.
Entrada no recinto: SBSR. Para quem entra a meio da tarde, há um enorme contraste entre os dois festivais. Enquanto que no Super Bock era possível entrar em 5 minutos, e não havia quase ninguém parado ao calor e à espera, o Alive levava uma fila inimaginável onde era possível estrelar ovos sobre as nossas cabeças. Bastante tempo à espera em ambos os festivais, no entanto esse período de congestionamento foi mais escasso no Parque Tejo.
Revista: Empate. No Super Bock Super Rock não era permitida a entrada de comidas nem garrafas, no Alive já é permitido levar comida mas a estupidez é que se vendem garrafas no interior. Mas essas regras não interessam a ninguém porque quem quer entrar com o que acha que deve levar tenta sempre, não interessa se é permitido ou não: no passeio marítimo de Algés a revista era muito mais apertada, verificavam todo o tipo de bolsos e “locais” onde se poderia eventualmente esconder alucinogénios. Chegaram até a pedir para abrir o meu porta-moedas minúsculo que tinha num bolso mais apertado. Até me pediram para ver as chaves de casa. Já ao lado da Vasco da Gama parecia a via verde. Quem tinha mochila era só abrir e apalpavam o que tinhamos por cima, não interessa o que está no fundo. Bolsos, nem olhararam sequer. Pode seguir.

Acesso às bebidas: SBSR. Enquanto que a Sagres “optou” por ir espalhando barraquinhas aqui e ali nas arestas do recinto, a Super Bock tratou do assunto em grande: lados com metros e metros de largura completamente preenchidos de spots de cerveja a cada dois metros. Sem espaços para acesso à parte de trás das barracas, incluíndo até um quadrado cheio de spots de venda no centro do recinto. Resultado: atendimento “XpresS” e sem grandes filas, ao contrário das multidões concentradas em em círculo à volta das barraquinhas da cerveja do sul, onde 10 minutos à espera não bastava.
(início do sbsr – foto de david akirèd & stej)
Variedade/preço da cerveja: SBSR. Aqui é que vem a parte engraçada: no Alive compensava mais comprar duas Sagres de €1,5 do que uma de €3. No Tejo havia 3 tamanhos à escolha, em Algés havia 2. No Tejo era possível aceder a outras variedades da Super Bock (Green, Stout, Abadia, Tango e Sem Álcool) em qualquer ponto de venda. Em Algés era só a Sagres loira, e a Bohemia numa ou outra barraca.
Variedade/preço das outras bebidas: Alive!. No que toca às outras bebidas, euro e meio para tudo em ambos os festivais, euro para a àgua, dois e meio para o red bull. Apenas mudavam algumas marcas, como é o caso da CocaCola (SBSR)/Pepsi (Alive), Frisumo/Sumol, Snappy/7up, etc., o que é compreensível. Então porquê o ponto para o Alive? Simples: há uma barraquinha perto do palco Optimus (sempre cheia mas bastante rápida até) que oferece àgua da torneira em copos ou enche garrafas. Parece uma coisa muito simples, mas quem lá esteve ou vai estar sabe que é uma ferramenta preciosa.
Palcos: Alive!. Nem é preciso dizer mais nada: palcos para todos os gostos e de todos os feitios contra um palco gigante que abrangia todo o Parque Tejo. E isso, obviamente, influencia na quantidade e diversidade dos artistas e entretenimento.
Horários dos Artistas: Alive!. Tem música praticamente desde que as portas abrem e pode-se ir saltando de palco para palco e até apreciar os ambulantes Kumpania Algazarra, que mereciam um palco (estão lá hoje). Parabéns a eles. Os horários estão à maneira clássica: headliners fecham a noite. Os RATM começaram quase à uma da manhã e acabaram a noite, enquanto que a Música no Coração achou que os veteranos Iron Maiden deveriam actuar às 22h, despedindo-se à meia noite e ainda dando lugar a mais duas bandas. Por um lado, é bom para quem é de longe.
Acesso/Preço à/da comida: Empate. No SBSR os toldos eram todos iguais e unidos, o que dava um ar mais organizado e “limpo” à coisa. No entanto, no Alive é mais fácil saber qual é o produto vendido olhando apenas para o toldo, pois são os próprios das barracas. A maioria das companhias de restauração esteve em ambos os fesivais, por isso nada a apontar.
Transportes no fim do festival: SBSR. O facto de os Iron Maiden tocarem cedo e de haver ainda bandas a actuar depois permitiu que a saída do recinto fosse mais dispersa, o que facilitou em táxis. No entanto, havia um autocarro especial até à gare do Oriente: o bilhete era 3 euros, mas apesar de ser ida e volta, eles foram muito mais utilizados à noite o que fez com que se tivesse que pagar €3 por uma viagem minúscula. Mas lá está, é facultativo, apesar de estarem logo à saída. No Alive nem vê-los. E para ir para o lugar mais perto dos táxis teve que se atravessar um túnel a pé que estava mais apertado que o concerto dos Rage.
Evitando conflitos: SBSR. Pois é, por pior que seja a fama do Super Bock, a verdade é que vi uma cena de pancadaria em cada festival, a do Tejo imediatamente separada pela organização e a do Alive separada por espectadores. No que toca ao “crowd surf”, os “Crew” eram mais e muito mais eficazes. Os viajantes iam na “passadeira rolante”, chegavam à “recolha” da frente do palco e eram imediatamente segurados e largados pela direita, enquanto que os “organização Alive” tinham que pegar neles e que os levar ao destino (ou quase), ficando o local temporariamente sem vigilância.
Organização geral: Empate. Não tenho nada a dizer, quem quiser contribuir para algum aspecto que considere relevante basta comentar.
Casas de banho: Alive!. Urinóis em quantidade superior no Super Bock, mas mais lavabos no Alive. As cabines são semelhantes e têm o mesmo sistema. Quanto às condições no interior delas não sei informar.
No geral, cada festival à sua maneira. Ambos excelentes e com grandes cartazes. Fotos de Iron Maiden e Rage Against the Machine daqui a nada (desculpem a demora!). Espero que estas informações tenham sido úteis a quem ainda vai ao Alive!08 e pretende conhecer um pouco melhor o interior do festival deste ano. E claro, espero que tenha sido útil aos festivaleiros em geral!