rock in rio | moonspell: ouro negro.

5 06 2008

O sol ainda brilhava de forma abrasadora quando os Moonspell subiram ao Palco Mundo. Mas a banda portuguesa fez “trovejar” neste final de tarde com um grande concerto a que acolheu a esmagadora maioria dos presentes na Bela Vista.

Em devoção à banda nacional o público amontoou-se na frente do palco, de braços e dedos erguidos na homenagem ao género e não só. O grupo de Fernando Ribeiro provou ao vivo porque conquistou com o seu mais recente álbum, “Night Eternal”, os lugares cimeiros do top de vendas. E foi, precisamente com dois temas do seu novo disco, ‘At Tragic Heights’ e a faixa-título que os Moonspell deram início ao concerto. Manifestando o orgulho por abrirem «o dia dedicado ao som do metal» e agradecendo por poderem tocar «no mesmo palco que os Metallica, Machine Head e Apocalyptica», Fernando Ribeiro e companhia tiveram a assistência aos seus pés, desde o início. Por isso, a potente sequência ‘Finisterra’, ‘Opium’, quase que retribuindo o cartaz em que se podia ler “Moonspell para sempre, por isso tomem opium”, e ‘Nocturna’ representou uma espécie de oferenda especial. ‘Scorpion Flower’, o single de “Night Eternal”,seria por sua vez dedicado a Anneke Van Giesbergen, que acompanha Fernando Ribeiro no tema e que aqui teria no coro feminino The Crystal Mountain Singers as suas substitutas. Mesmo sem a luz do sol deixar sobressair as imagens apocalípticas do cenário, a “litúrgia negra” da banda portuguesa continuava a impôr-se aos seus fiéis e das “escrituras” mais antigas de álbuns como “Irreligious” (1996), voltaria a recuperar velhos mandamentos, como ‘Mephisto’ ou ‘Alma Mater’, de “Wolfheart” (1995), cantado como se de um autêntico hino se tratasse. ‘Full Moon Madness’ serviria para dar o remate final, num concerto que fez jus às palavras de Fernando Ribeiro, quando disse que as bandas de metal não vinham para fazer figura. «Damos o máximo». E isso, pelo menos, foi o que os Moonspell, sem dúvida fizeram. Na saída, o cantor veio cumprimentar o público junto às grades e buscar o casaco que lhe haviam oferecido logo no início do espectáculo e que disse levar, quando acabasse a actuação. Mais uma vez cumpriu.  Alinhamento: At Tragic Heights
Night Eternal
FinisterraOpium
Nocturna
Scorpion Flower
Blood Tells
Everything Invaded
Mephisto
Alma Mater
Full Moon Madness

As fotos serão publicadas em breve.

(Texto de Ana Tomás)





rock in rio | bandas do dia do metal \m/

5 06 2008

O segundo acto do Rock in Rio Lisboa arranca hoje. O dia dos metaleiros está repleto de nomes vibrantes em todos os palcos.

Os horários dos diferentes palcos estão na lista que se segue:

Palco Mundo
Metallica (23h45)
Machine Head (22h00)
Apocalyptica (20h30)
Moonspell (19h00)

Palco Sunset
Tim + Jorge Palma (19h50)
Wraygunn + The Faith Gospel Choir com The Legendary Tiger Man (18h15)
André Indiana + SP & Wilson (17h00)

Tenda Electrónica
Miguel Quintão (03h-04h)
The Crystal Method: DJ Set (01h-03h)
2 Many DJs (23h-01h)
Zé Pedro & Miguel Quintão (21h-23h)

A organização do Rock in Rio Lisboa já disponibilizou, no entanto, as estatísticas dos três dias anteriores. O Parque da Bela Vista recebeu 209 mil visitantes durante os três dias do evento.

30 de Maio – 90 mil pessoas.
31 de Maio – 74 mil pessoas.
1 de Junho – 45 mil pessoas.

Acompanhe a reportagem e as fotos do dia dos “corna” aqui, no 13ª arte.





rock in rio | rod stewart para as curvas

2 06 2008

Rod Stewart protagonizou o momento alto do terceiro dia do Rock In Rio, mostrando que apesar dos seus 63 anos de idade ainda consegue manter um espectáculo enérgico pejado de êxitos, sem que a voz esmoreça por entre os passos de dança e o rodopiar do microfone.

É certo que as pausas para mudar de roupa - foram, pelo menos três as vezes que trocou de camisa – ajudam o veterano a recobrar as forças. Mas ainda assim o cantor deu espectáculo no sentido mais amplo da palavra, com toques de humor e de bola. De resto, a par do desfilar dos seus êxitos musicais, a actuação de Rod Stewart foi quase um retrato de vida em pleno palco. As projecções que antecederam, no ecrã, a sua entrada, apresentando-o como ”The Rodfather”, indiciaram-no desde logo, com um pequeno filme biográfio onde não faltaram as alusões à sua passagem pelo mundo do futebol antes de se dedicar a outras artes. E neste campo, também mostrou estar em forma, chutando várias bolas de futebol para a multidão, claramente bem mais adulta que a da tarde.

As alusões futebolísticas não se ficaram, no entanto, por aí, já que na própria banda as baterias (de padrão de xadrez escocês, semelhante ao dos seus executantes) exibiam orgulhosamente o nome da equipa escocesa “Celtic Football Club” – projectado a certa altura em imagens de algumas partidas que disputou.

A banda de Rod Stewart foi uma espécie de cereja no cimo do bolo que se fez de um autêntico best-of, amparado pelos coros repetidos do público em todas as músicas. ‘It’s a Heartache’ deu o pontapé de saída para logo se seguirem ‘This Old Heart of Mine’ e ‘Some Guys’.

‘Having a Party’, Baby Jane’, ‘Hot Legs’ foram uma autêntica festa, com todos a dançar ao sabor do revivalismo e de outros tempos das pistas de dança. ‘Having a Party’ ao som do rock n’ roll antecederia a saída de Stewart para uma das mudanças de roupa mas nem por isso significaria um acalmar no ritmo do concerto. Pelo contrário, com três excelentes vozes femininas no coro, ‘Proud Mary’ (de Tina Turner) interpretada por uma delas, manteve a energia em alta prolongando da melhor forma o momento.

Os momentos mais enérgicos não deixaram, contudo, de dar espaço aos telemóveis no ar para as mais melosas como ‘Forever Young’ e versões que tomou como suas há vários anos, como ‘Downtown Train’ (de Tom Waits) ou ‘Have I Told Lately’, com o cantor a referir o seu autor, Van Morrison. A versão para ‘Have You Ever Seen the Rain’, dos Creedence Clearwater Revival, antecedeu o êxtase disco club de ‘Da Ya Think I’m Sexy’ para chegar depois, em catarse, a esperada e pedida ‘Sailing’ para a despedida final.

Rod Stewart fez tudo aquilo que se esperaria de um profissional do showbizz, não tendo faltado a oferta de uma gravata a uma fã, a descida junto das grades para cumprimentar o público e levar deste o típico símbolo nacional, desta feita em forma de cachecol. Depois de ‘Sailing’ saiu, mesmo com alguns pedidos para, pelo menos, mais uma canção. Mas tudo o que fez, fez com classe, charme e um dinamismo invejável.

O alinhamento do concerto foi o seguinte:

It’s a Heartache
This Old Heart of Mine
Forever Young
Some Guys Have All the Luck
Rythm of My Heart
Downtown Train
The First Cut is the Deepest
You’re in My Heart
Having a Party
Proud Mary
Hot Legs
Baby Jane
Have I Told You Lately
Have You Ever Seen the Rain
Young Turks
Maggie May
Da Ya Think I’m Sexy?

(encore)
Sailing

(Texto de Ana Tomás)





rock in rio | joss stone

2 06 2008

Foi um Rock In Rio bem mais vazio do que nos dias anteriores, o que recebeu Joss Stone neste fria noite em Lisboa.

A extensa banda da cantora britânica, dez elementos no total, deu os primeiros acordes em tom de boas vindas à jovem intérprete, que entrou em palco com ‘The Chokin’ Kind’.  Desde o primeiro momento, Joss prova ao vivo, com a sua voz quente e forte, porque surpreendeu tudo e todos há uns anos atrás, quando entrou no ‘fechado’ mundo do soul e do R’n'B, ela uma novíssima miúda de tez branca, oriunda do Kent inglês.

Os temas sucedem-se, com a mais que competente banda, naturalmente forte na secção de metais, a colorir os espaços deixados pela intérprete. ‘Headturner’ e ‘Tell Me What You Gonna Do Know’, antecedem a primeira reacção forte do público, que canta em dueto com a britânica o sucesso ‘Super Duper’. Descalça e de vestido deVerão vermelho, Stone percorre o palco fazendo com que pareça fácil cantar como ela. Queixa-se do frio, dança, ri-se, bebe chá, desce de palco, oferece um colar a uma fã e dedica Music’ ao seu amor actual.

A melhor sequência da noite fica a cargo de ‘Put Your Hands On Me’, colada a ‘Don’t Cha Wanna Ride’ e ‘You Had Me’. A fechar a parte oficial do concerto, chega ‘Tell Me About It’ com cada músico a mostrar os seus dotes, em formato jam session. O público, que se foi soltando ao longo do concerto, pede timidamente um encore e a britânica responde, regressando para interpretar o popular ‘Right To Be Wrong’, em absoluto coro com a assistência. Para terminar, ficou a  cover de ‘No Woman No Cry’ de Bob Marley, com Stone a preferir percorrer as primeiras filas e a deixar a intepretação do tema ao seu coro.

Discretamente mas com segurança, Joss Stone cumpriu nesta ventosa noite na Bela Vista. A seguir, é a vez do veterano e seu compatriota, Rod Stewart assumir as despesas do Palco Mundo.

O alinhamento do espectáculo foi o seguinte:

Intro
Chokin Kind
Girls
Headhunter
Tell Me What We Gonna Do Now
Super Duper
Wonderful World
Music
Put Ur Hands
Don’t Cha Wanna Ride
Less Is More
U Had Me
Tell Me About It

(encore)
Right To Be Wrong

(Texto de Rita Tristany)





rock in rio | xutos, sempre.

1 06 2008

Passava pouco da hora marcada quando o quinteto mais conhecido de Portugal subiu ao Palco Mundo do Rock In Rio.

Tim, Kalu, Zé Pedro, João Cabeleira e Gui, os Xutos & Pontapés, desta vez fizeram-se acompanhar da Rock N’ Roll Big Band, um conjunto de metais que encheu de corporalidade os muitos clássicos da banda portuguesa.

‘Não Sou o Único’ logo a abrir mete literalmente pais e filhos a saltar desde o primeiro minuto, com um rol de músicas em formato best of a percorreram a carreira do mais antigo grupo do rock português.

Sabemos que estamos a falar dos Xutos & Pontapés quando ‘Gritos Mudos’ e o ‘Mundo ao Contrário’, canções com cerca de 14 anos de separação, são aceites da mesma maneira efusiva pelas várias gerações que compõem a assistência em mais uma tarde de sol na Bela Vista. Aos poucos o público foi-se aproximando do palco principal do RIR, conquistado pela genuína presença da banda. E os temas seguem-se com naturalidade, com a sequência ‘Fim de Semana’, ‘Dantes’ e ‘Privacidade’ a mostrar as raízes mais rock do conjunto nacional.

A conversa de fim de tarde está instalada. Na plateia, vêem-se crianças a fazer o cruzar de braços que se tornou tão característico da banda portuguesa. No palco, Tim sorri, Zé Pedro abre a camisa e vem à frente de palco, Gui toca em diálogo com a Rock N’ Roll Big Band, Kalu levanta-se da bateria a pedir palmas, João Cabeleira sola, discreto como sempre. ‘Homem do Leme’, os inevitáveis ‘Circo de Feras’ e ‘À Minha Maneira’, ‘Maria’, ‘Dia de S. Receber’, são cantados em absoluto coro por miúdos e graúdos.

A fechar, Tim chama a palco parte da comitiva olímpica de Portugal, para uma despedida sentida antes da partida para Pequim. Entre os atletas, destacam-se os mais mediáticos Susana Feitor e Nelson Évora, que junto aos seus colegas, pedem gritos por Portugal. E no meio do total espírito patriota, ouvem-se os primeiros acordes de ‘A Minha Casinha’, o finail de mais uma passagem dos Xutos & Pontapés pelo Rock In Rio, num implicito desejar de boa sorte aos nossos desportistas.

Os Xutos iguais a si próprios em mais um final de tarde na Bela Vista.

Antes, passaram pelo palco Sunset a Ala dos Namorados, junto a Nancy Vieira e Rão Kyao, numa interessante mistura das vozes de Nuno Guerreiro e da cantora cabo-verdiana com o encantamento do intrumentista português.

Fique atento ao 13ª arte e saiba a par e passo tudo o que se passa neste terceiro dia do Rock In Rio Lisboa, de 2008.

(Texto de Rita Tristany)





rock in rio | dia 1/06

1 06 2008

No dia da criança, o terceiro dia do Rock in Rio traz um bónus para a família: crianças até aos 9 anos não pagam. As bandas são igualmente adaptadas a este tipo de público: Docemania, Just Girls e 4Taste (durante a tarde) e Tokio Hotel (Palco Mundo). No que toca a concertos para todos e de bandas de renome, actuam, por ordem de entrada: Xutos & Pontapés (curiosamente antes de Tokio Hotel), Joss Stone e o veterano Rod Stewart.

Os horários do terceiro dia do Rock in Rio Lisboa são:

Palco Mundo
Rod Stewart (23h45)
Joss Stone (22h00)
Tokio Hotel (20h30)
Xutos & Pontapés (19h00)
4Taste
Just Girls
Docemania

Palco Sunset
Boss AC + Vitorino (19h50)
Ala dos Namorados + Rao Kyao & Nancy Vieira (18h15)
Jazzinho + Melo D (17h00)

Tenda Electrónica
David Morales
Dimitri From Paris
Tony Humphries
Mário Roque
Nuno Leote
Kym Mazelle

A organização do festival revelou esta tarde, em conferência de imprensa, a realização do festival em Portugal no ano de 2010. Os parceiros das últimas edições mantêm-se, e o evento continua igualmente a ser realizado no Parque da Bela Vista.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, afirmou que será criado um corredor pedonal e ciclável entre a Bela Vista e as Olaias que, passando pela Alameda D. Afonso Henriques, dará posteriomente acesso a o corredor verde de Monsanto. O autarca deu ainda a entender que, dependendo da Câmara Municipal de Lisboa, o Rock In Rio deverá voltar a assentar arraiais em Lisboa no ano de 2012.

Não perca, conforme a ordem dos concertos do dia de hoje, as fotos e as análises dos concertos, aqui, no 13ª arte.





rock in rio | bon jovi de estoiro!

1 06 2008

Os Bon Jovi não vinham a Portugal há mais de uma década, por isso se para muitos este era o momento de rever o grupo que fez chorar tantas jovens -embora não faltassem fãs representantes do sexo masculino – para alguns era a estreia absoluta e para outros, ainda, a oportunidade de ver o concerto a que a tal adolescência vedara o acesso por obediência aos pais ou relembrar aquela que foi a banda que lhes marcou o primeiro concerto de estádio da sua vida.

A isso a trupe de Jon Bon Jovi respondeu com tudo o que tinha para dar: um concerto de mais de duas horas (um feito nos horários à risca do Rock In Rio) e um alinhamento em formato best-of, recheado de êxitos antigos e de outros mais recentes já convertidos em clássicos como ‘It’s My Life’, ‘Have a Nice Day’ e até a faixa-título do mais recente álbum do grupo, ‘Lost Highway’.

Mas a primeira grande explosão fez-se ao som  de ‘You Give Love a Bad Name’, com as primeiras notas a levarem a multidão ao delírio. De resto, mesmo sem esgotar o segundo dia – com 75 mil pessoas - era impossível vislumbrar uma única clareira no recinto durante a actuação da banda.
‘Born to Be My Baby’ e ‘Runaway’ completaram o primeiro painel das recordações saudosistas.

O desfile das canções foi fazendo-se, então, ao ritmo delir

ante com que o público vibrava a cada acorde e repetia em coro as letras. Não houve tempos mortos. Jon Bon Jovi foi incansável até ceder um pouco em ‘Keep The Faith’, onde já se donotava, na voz, o “preço a pagar” pela sua total entrega e pela empatia que criou com o seu público. Richie Sambora, até aí concentrado na sua guitarra, assumiu também a voz para o cantor fazer uma pausa, cabendo-lhe a tarefa de interpretar o tema ‘I’ll Be There For You’. Nada que fizesse esmorecer a multidão que, tal como nas outras canções, continuari

a a entoar em coro todas as passagens da letra e acender os telemóveis para “iluminar” o momento.

Mas a grande ovação coral seria ainda com Jon Bon Jovi e antes desta passagem de testemunho provisória. ‘Always’ fez-se ouvir mais através da assistência em uníssono do que propriamente através da voz do cantor. Essa seria apenas uma das ocasiões para se constatar a um nível maior a forma como o concerto dos Bon Jovi arrebatou o recinto da Bela Vista.

Já antes ‘I’ll Sleep When I’m Dead’ tinha servido para a inclusão de um meddley com versões para ‘Mercy’, de Duffy, e ‘Start Me Up’, dos Rolling Stones. A mais country/western ’Blaze of Glory’ e ‘Bad Medicine’ continuaram a incendiar a noite.

Jon Bon Jovi é, sem dúvida, a figura central do grupo, hoje alargado a sete elementos em palco, incluindo uma violinista. Mas era ao cantor que cabia puxar pelos pulos e pelas palmas sendo sempre o primeiro a dar o exemplo. A descida de Jon Bon Jovi junto ao público deixou em previsível êxtase a multidão, sobretudo a feminina. Nada que, no entanto, o impedisse de se aproximar e apertar as mãos dos seus fãs e dispensar com um sacudir de ombros e olhar reprovador a protecção do segurança que o agarrou. Da assistência trouxe um cachecol com as cores de Portugal e muito depois, já no regresso para o encore que seguiu a outro hino - ‘Livin’ On a Prayer’, acompanhado de fogo de artifício- vestiria mesmo a camisola da selecção. O espectáculo terminou com ‘Wanted Dead or Alive’ e com os Bon Jovi, e principalmente o seu líder transpirando cansaço. Porque foram duas horas de pura entrega mútua, num dos melhores concertos de sempre do Rock In Rio-Lisboa e porque os Bon Jovi vestiram sem dúvida a camisola.

O alinhamento do concerto foi o seguinte:

Lost Highway
Born To Be My Baby
You Give Love a Bad Name
Raise Your Hands
Runaway
I’ll Sleep When I’m Dead
Whole Lot of Leavin’
In These Arms
Always
We Got It Going On
It’s My Life
Keep the Faith
I’ll Be There for You
Blaze of Glory
Who Says You Can’t Go Home
Have a Nice Day
Bad Medicine
Livin’ On a Prayer

Encore:
Someday I’ll Be Saturday Night
Wanted Dead or Alive

(Texto de Ana Tomás)





rock in rio | alejandro sanz sem encanto

1 06 2008

Alejandro Sanz teve, no seu regresso ao Rock In Rio-Lisboa, uma dupla infelicidade. Por um lado, o alinhamento do programa que o colocaram imediatamente antes dos Bon Jovi, por outro o facto de o seu sucesso em terras lusas ter ficado cristalizado em temas como ‘Corazón Partio’.

Com um concerto muito morno e arrastado, que beneficiou em boa parte da massa humana que não arredou pé para não perder o lugar e a visibilidade para os Bon Jovi, foi a surpresa do dueto com Ivete Sangalo, justamente em ‘Corazón Partio’, que animou as hostes.

Apesar de ter conquistado o Grammy Latino para Melhor Álbum Pop de 2007, com “El Tren de los Momentos”  e dos esmerados cenários com projecções de imagens de estações comboios e cuidados jogos de luzes e mesmo recorrendo aos préstimos musicais da banda, com nuances funk e latino-americanas ou secundado-se dos elementos do coro e do salero “aflamencado” da sua voz, só mesmo as mais canções antigas, como ‘Quando Nadie Me Ve’ e ‘Amiga Mia’ conseguiram, ocasionalmente, tirar a multidão da apatia.

(Texto de Ana Tomás)





rock in rio | alanis morissette em palco

31 05 2008

Alanis Morissette foi a segunda artista a subir ao Palco Mundo, no segundo dia do Rock In Rio 08. Qual furacão, a cantora canadiana conquistou o público da primeira à última música, provando que o palco é o seu reduto e que mantém a energia e poder do rock no feminino que a tornou conhecida há mais de uma década.

O início do espectáculo foi ao som do arrepiante ‘Uninvited’, tema maior da banda-sonora do filme “Cidade dos Anjos”. Logo o público se rendeu à voz e simpatia da artista que, da forma algo naíf que lhe é caracteristica, tomou a Cidade do Rock de assalto e, qual felina, comandou as hostes na Bela Vista durante mais de uma hora. «Olá! É muito bom estar de volta! Obrigado por nos receberem», referiu Alanis no início da actuação.

Havia de seguir-se um alinhamento coerente, repartido pelos seus vários álbuns e assente, sobretudo, nos êxitos, o que terá ditado o sucesso do espectáculo. À segunda música a plateia viajou até 1995, ao som do agressivo ‘All I Really Want’, o tema de abertura do disco “Jagged Little Pill”, até à data, o trabalho de maior sucesso na sua carreira, com mais de 35 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Treze anos depois os, agora, clássicos desse álbum continuam a ser os pontos altos de cada concerto da canadiana e ela fez questão de sacar da harmónica para cantá-los a quase todos, de ‘Hand In My Pocket’ ao hino ‘You Learn’, passando pelo girl-power provocativo que é ‘You Oughta Know’, e pela fabulosa ‘Perfect’, dedicada ao público e um dos momentos mágicos da noite.

Como é hábito nos seus espectáculos, ‘Ironic’ foi cantado a uma só voz, mais até pelos seguidores do que pela cantora, num dos pontos altos da actuação. Também não faltou o típico movimento giratório com a cabeça virada para baixo, ou sequer os rodopios intermináveis que são uma das suas imagens de marca, sendo que Alanis, ao contrário de outras divas, não costuma tropeçar ou cair. Do novo disco, “Flavors Of Entanglement”, com edição marcada para a próxima Segunda-feira (02 de Junho), ouviu-se o single ‘Underneath’ e ‘Citizen Of The Planet’, a faixa que abre o longa-duração, cujo riff de guitarra lembra Jimmy Page. Entre uma e outra canção, a artista ia apresentando os músicos da sua coesa banda, composta por um teclista, um baterista, um baixista e um guitarrista.
A inevitável ‘Thank You’, tema maior do segundo disco, “Supposed Former Infatuation Junkie”, fechou o serão em jeito de agradecimento mútuo e foi o culminar de um concerto que só pecou por ser algo curto e por não ter tido um encore (imposição da organização?). Durante toda a apresentação Alanis esteve em comunhão com a plateia que assistia, ora letárgica, a beber o sumo de cada nota musical tocada e de cada palavra cantada, ora em êxtase, a vibrar de forma explosiva. De guitarra em punho, a pequena canadiana mostrou que ainda sabe, e bem, defender a bandeira do rock no feminino e protagonizou, porventura, um dos grandes concertos da edição deste ano do Rock In Rio Lisboa.

O alinhamento do espectáculo foi o seguinte:
Intro – Moratorium
Uninvited
All I Really Want
8 Easy Steps
Perfect
You Learn
Citizen Of The Planet
Hand In My Pocket
Underneath
Moratorium
You Oughta Know
Ironic
Thank You

(Texto de Samuel Cruz)





rock in rio | palco sunset e skank

31 05 2008

No segundo dia do Rock In Rio-Lisboa, apesar das previsões atmosféricas, a tarde de sol convidou os visitantes da Bela Vista a rumar ao recinto bem cedo Pouco depois das portas abrirem já eram visíveis algumas filas para os vários stands que animam o recinto.

Pelas 17h00 já registava um maior número de pessoas que aquelas que ontem, pela mesma hora, se encontravam no espaço do evento. Ainda assim, e mesmo com os Bon Jovi e Alanis Morissette a representarem os dois maiores motivos de romaria ao segundo dia do festival, não se prevê a lotação esgotada de Amy Winehouse e Lenny Kravitz. No palco Sunset, com várias barracas de comida a secundar o seu anfi-teatro natural, NBC e Verónica Larrene animaram ao som do hip-hop com traços soul e funk, o público que se aglomerou em número considerável para ouvir os primeiros sons da dia. A  primeira dupla nacional daquele palco fez-se acompanhar de uma banda de quatro músicos e três elementos a assegurar o coro. A versão de NBC (na foto) para o tema dos GNR ‘Bem Vindo ao Passado’,da colectânea de tributo à banda portuense, “Revistados 25-06″, o seu novo single ‘Segunda Pele’ e ‘Sempre que Quiseres Falar’, a única canção em português do álbum de Verónica Larrene, ajudaram a colorir o final de tarde, no palco Sunset. Pelas 20h30 esteve , no mesmo espaço, uma homenagem a Rui Veloso, com um concerto a cargo de Sara Tavares e dos Expensive Soul e as presenças do próprio e de Roberta Medina, em representação da organização do Rock In Rio-Lisboa.

Já no Palco Mundo, os brasileiros Skank tiveram a honra de se apresentar ao público, no segundo dia do Rock In Rio ‘08. Desde o primeiro momento, o colectivo liderado por Samuel Rosa fez a festa e animou os festivaleiros presentes.

Rock, pop, funk, sons tropicais e algumas pinceladas de reggae, assentes em letras que variam entre o contestatário e o festivo despreocupado, são os ingredientes do cocktail sonoro da banda, que espalhou a alegria e boa disposição típica dos cariocas na Cidade do Rock e deixou no ar um forte odor a praia e a Brasil. De resto, na plateia encontravam-se imensos cidadãos oriúndos do país irmão.

Com ‘É Uma Partida de Futebol’ viveu-se a primeira explosão de energia do final de tarde, com toda a plateia a cantar e a saltar em uníssono, evocando o poder do desporto-rei.

«É uma honra imensa retornar a Portugal. (…) Que bom que podemos partilhar um espectáculo destes com vocês. (…) É a primeira vez que fazemos um Rock In Rio na nossa história. A próxima música eu queria dedicar a vocês portugueses e ao povo brasileiro que está aqui», referiu Samuel Rosa, antes de interpretar o tema ‘Amores Imperfeitos’. O músico desceu, depois, ao corredor central situado em frente ao palco para cumprimentar o público, em jeito de agradecimento, numa demostração de carinho, retribuída pela plateia.

Em palco os Skank são uma banda coesa e eficiente, assente na guitarra e baixo, teclas, bateria e diversos instrumentos de sopro, e lembram frequentemente uns Oasis. O vocalista é alma e o coração do grupo e é detentor de uma capacidade vocal assinalável, que só peca quando assume um tom demasiado gritado. Ainda assim é notório o traquejo de palco que alcançaram em mais de 15 anos de carreira, pontuados com inúmeros prémios e milhares de discos vendidos.

O tema maior da banda, ‘Garota Nacional’ foi o ponto alto de toda a actuação. ‘Beleza Pura’, ‘Três Lados’ e ‘Vou Deixar’ foram, também, bem recebidos pela plateia e os obrigatórios ‘Resposta’ e ‘Saideira’ fecharam o concerto com chave de ouro.

A canadiana Alanis Morissette é a próxima a apresentar-se no palco principal do RIR 08, com o novo disco “Flavors Of Entanglement”, debaixo do braço, a par de êxitos como ‘Ironic, ‘You Learn’, ‘Thank U’ ou ‘Uninvited’.

O alinhamento do concerto dos Skank foi o seguinte:

Mil Acasos
É Uma Partida de Futebol
Esmola
Pacato Cidadão
Uma Canção
Amores Imperfeitos
Jackie Tequila
Balada do Amor Inabalável
Beleza Pura
Três Lados
Vou Deixar
Garota Nacional
Resposta
Vamos Fugir
Saideira

Na Cidade do Rock, o tempo começa a esfriar. Dentro de poucos minutos, no Palco Mundo, Alanis Morissette. Não perca a análise já daqui a pouco, aqui, no 13ª arte.

(Texto adaptado por David Akirèd de Ana Tomás e de Samuel Cruz. Foto de Espanta Espíritos.)





rock in rio | 2º dia já arrancou

31 05 2008

No Palco Mundo contamos hoje com Bon Jovi, Alejandro Sanz, Alanis Morissette e Skank. Com lotação quase esgotada, o segundo dia do Rock In Rio Lisboa vem com uma boa notícia: não há chuva, ao contrário do que estava previsto.

Os horários previstos do segundo dia do Rock In Rio Lisboa são os seguintes:

Palco Mundo
Bon Jovi (23h45)
Alejandro Sanz (22h00)
Alanis Morissette (20h30)
Skank (19h00)

Palco Sunset
Homenagem a Rui Veloso: Expensive Soul + Sara Tavares (19h50)
João Gil + Tito Paris + Marisa Pinto (18h15)
NBC + Verónica Larrenne (17h00)

Tenda Electrónica
Carl Cox
Christian Smith
François K
Carlo Dall’ Anese (início às 21h00)

O segundo dia do Rock in Rio Lisboa vai ter total destaque no 13ª arte. Não perca.





rock in rio | lenny kravitz: rock a sério

31 05 2008

O norte-americano Lenny Kravitz foi o último artista a actuar no Palco Mundo. O músico norte-americano foi recebido em apoteose e protagonizou o melhor espectáculo do primeiro dia do Rock In Rio Lisboa 2008.

Vestido de preto, com um casaco de cabedal, óculos de sol e a postura de rocker forte, enérgica e distante que sempre lhe conhecemos, Lenny Kravitz gerou empatia com o público logo nos instantes iniciais do espectáculo. ‘Back In Vietnam’ e ‘Bring It On’, ambas do novo disco, “It’s Time For A Love Revolution”, foram as primeiras canções a serem interpretadas pelo músico. Seguiu-se um alinhamento equilibrado, composto por temas dos vários álbuns que lançou ao longo da sua carreira, como ‘It Ain’t Over Till It’s Over’, ‘Mt Cab Driver’, ‘Let Love Rule’, ‘Stillness Of Heart’ e ’Always On The Run’ foram alguns dos temas mais aplaudidos.

As incontornáveis ‘Fly Away’ e ‘Are You Gonna Go My Way?’ (já no encore) foram dois dos melhores momentos da noite, com público e músico em plena comunhão. Por duas vezes Kravitz havia de descer do palco e calcorrear o corredor central instalado em frente ao palco, deixando os fãs em ebulição.

No final do primeiro dia de Rock In Rio Lisboa, nota negativa para a ausência de informações relacionadas com a rede de transportes disponibilizada pela organização, que levou a que milhares de pessoas tivessem de aguardar várias horas para poder regressar a casa.

O alinhamento do espectáculo foi o seguinte:
Back In Vietnam
Bring It On
Always On The Run
Where Are We Running?
Fields of Joy
It Ain’t Over Till It’s Over
Tunnel Vision
Love Love Love
Stilness of Heart
I’ll Be Waiting
Mr. Cab Driver
Dig In
Fly Away
Let Love Rule
Encore
Are You Gonna Go My Way

(Texto de Samuel Cruz)





rock in rio | amy winehouse a meio gás

31 05 2008

Pouco pontual, alterada como só ela e bastante rouca, foi assim que Amy Winehouse se apresentou perante uma multidão a rebentar de expectativa quando a noite já tinha caído no Rock In Rio.

Mal a britânica mais falada do momento apareceu nos ecrãs do recinto, a caminhar em passo pouco seguro pelo backstage, a expressão que mais se ouviu pelo público foi um «Ela Veio», num misto de curiosidade e contentamento. E tudo começou com ‘Addicted’, a última faixa do segundo álbum “Back To Black”, a obra prima desta jovem de 24 anos que parece já ter vivido várias vidas.

‘Just Friends’ e o excelente em álbum ‘Tears Dry On Their Own’ causam o efeito normal de alegria no público, com Amy a começar a soltar-se mas sem conseguir ultrapassar as aparentes dificuldades físicas na voz e na postura. Pelo meio conversa com os seus músicos (brilhantes na execução e já agora na paciência) como se estivesse numa mesa de café. Parece esquecer por momentos, que tem cerca de 90 000 pessoas presas ao encantamento que é o seu talento como compositora e à sua diferença como cantora. Mas tudo continua com ‘Back to Black’, a faixa título do álbum que a mostrou ao mundo.

Segue-se a referência ao seu lado mais reggae com a versão de ‘A Message To You, Rudy’ dos Specials e a referência ao registo de estreia “Frank” com ‘Brother’. Amy falha várias vezes na letra, tenta tocar guitarra e come pastilhas para a voz. «A noite podia estar a correr-me melhor» podia ser o que lhe estava a passar pela cabeça quando verbalizou pedindo desculpa por estar sem voz, chegando mesmo a afirmar que devia ter cancelado o concerto. Mas agora que ali estava só se lhe pedia que fosse ela própria. E quem é a Winehouse de hoje sem fazer referência ao seu marido, Blake Fielder-Civil, a razão pela qual está longe dos palcos desde Novembro de 2007? «O meu Blake sai da prisão daqui a umas semanas» repete, apelando ao romantismo das muitas adolescentes que são a grande faixa do seu público. Elas respondem e Amy emociona-se para cantar os sofridos ‘Love is a Losing Game’ e ‘Wake Up Alone’.

Por esta altura, se classificações houvesse, a pequena Amy estava a passar à rasquinha para logo de seguida dar um ligeiro salto na pauta com ‘You Know I’m No Good’ e o inevitável ‘Rehab’, numa explosão de energia geral. ‘Me & Mr Jones’ e a popular versão que Mark Ronson fez para ‘Valerie’ dos Zutons ficam como os momentos finais desta fraca passagem de Amy Winehouse pelo nosso país e ilustram mais um pedido de desculpas pela falta de voz. «A minha voz é tudo em mim, e sem ela não consigo dar-vos tudo o que queria dar» diz à laia de justificação.

Diva moderna, rock star à antiga, a verdade é que os epítetos parecem passar pela britânica sem lhe assentarem realmente. Desta noite de Rock In Rio fica pelo menos a certeza que ela passou por cá. A bem ou mal, mas passou.

(Texto de Rita Tristany)





rock in rio | ivete sangalo faz levantar «poeira»

31 05 2008

Com a noite a cair, Ivete Sangalo apresentou-se no Palco Mundo do Rock In Rio. Acompanhada por uma poderosa banda e diversos bailarinos, e vestida ao melhor estilo dominatrix, a artista brasileira mostrou toda a sua energia e raça felina.

Ivete captou a atenção do público desde o primeiro instante, com a moldura humana, que se perdia de vista no anfiteatro natural da Cidade do Rock, a pular e a cantar em uníssono a quase totalidade das músicas do alinhamento. ‘Abalou’, ‘A Festa’ e ‘Poeira’ deixaram a plateia em êxtase absoluto logo no início do espectáculo, com Sangalo a descer ao corredor central instalado na frente do palco, para gáudeo dos fãs lusos e, também, dos muitos brasileiros que se encontravam presentes. A animação foi mesmo o melhor do concerto e foi uma constante até ao final da apresentação, com a cantora a não dar um segundo de descanso aos festivaleiros.

Só com os temas mais calmos, como ‘Quando a Chuva Passar’, a versão de ‘Corazón Partío’, de Alejandro Sanz, e ‘Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim’ o público abrandou o ritmo de festa. Ainda assim, cada uma destas canções foi cantada a uma só voz.

No final do espectáculo houve lugar para uma cover de ‘I Belong To You’, do rocker Lenny Kravitz, e o inevitável ‘Arerê’. Era o final de mais de uma hora de funk, samba, rock, com um forte odor a Brasil e a Carnaval, no Parque da Bela Vista, em Lisboa. Enquanto Ivete Sangalo esteve em palco, exorcizaram-se problemas, esqueceram-se os aumentos dos combustíveis, as condições precárias de trabalho, ou mesmo as dores de amor. Parabéns Ivete, ou «és grande», como alguém referia no final da actuação da brasileira.

Ainda antes de sair de cena, Ivete Sangalo fez saber que «a Amy Winehouse já chegou». A cantora de ‘Rehab’, ‘Tears Dry On Their Own’ e ‘You Know i’m No Good’ é a próxima a actuar no palco mundo do Rock In Rio e uma das mais aguardadas de todo o cartaz da edição deste ano.

(Texto de Samuel Cruz)





rock in rio | paulo gonzo abre festival

31 05 2008

Eram sete da tarde em ponto quando Paulo Gonzo inaugurou, curiosamente em inglês, o Palco Mundo do Rock In Rio-Lisboa 2008.

O músico português foi saudado por uma considerável massa humana, sob o sol que generosamente continua a brilhar na Bela Vista. Depois de ‘Thank You (Falletin Me Be Mice Elf Agin)’, o intérprete e a sua banda atacam o inédito ‘Diz-me Tu’ e para depois meterem a multidão a cantar com ‘Sei-te De Cor’.

Homem do rock, homem do pop, Gonzo percorre no seu set list as canções que vão fazendo a sua carreira. Com a camisola aberta até ao meio do peito, ao melhor estilo rock star, o cantor português mostra-se genuinamente satisfeito por estar a tocar no palco principal do Rock In Rio e demonstra-o com o seu último single ‘Leve Beijo Triste’, sem a presença de Lúcia Moniz, que tinha acabado de actuar no Palco Sunset, do outro lado da Bela Vista.

Em formato karaoke gigante chega o obrigatório ‘Jardins Proibidos’, com todo o público em coro, a demonstrar porque o tema é um dos maiores hinos pop recentes no nosso país. ‘Bright Lights, Big City’ traz o blues à Cidade do Rock e o inglês de novo ao Palco Mundo, com a versão de ‘Blue Jean’ de David Bowie a puxar o final do concerto, que chegaria com o esperado ‘Dei-Te Quase Tudo’, agora com Gonzo sem vergonha de pedir a total colaboração do (muito) público que já povoa as imediações do principal palco do Rock In Rio.

Na tarde do primeiro dia do festival houve também lugar para uma conferência de imprensa cheia de espírito ecológico. O Ministro das Obras Públicas Mário Lino, o Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, José Sá Fernandes, vereador da CML, Roberto e Roberta Medina, os responsáveis pelo RIR, Ricardo Carriço e Zé Pedro dos Xutos & Pontapés, deram os primeiros passos para o futuro Bosque dos Artistas, plantando e baptizando uma árvore. Com esta iniciativa, a organização pretende criar uma considerável zona verde para tornar a Bela Vista um espaço ainda mais dedicado às questões ambientais.

A festa continua com Ivete Sangalo e Sam the Kid e Cool Hipnoise. Fique atento ao Cotonete e acompanhe este dia inaugural do Rock In Rio-Lisboa 2008.

(Texto de Rita Tristany)